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domingo, 26 de maio de 2013

Meu Corpo

Por águas saloias
meu corpo carregado
flutua.
Penada e nua,
gélida e crua
minh'alma já nem é tua
e minha carne minga.

Mar
carrega para longe meu corpo
desta vida tormenta.
Não me cansais
por quem não lamenta.
Drenai meu amor
sem fôlego nem guerra
asfixiem sem dor.

Mar
Anseio meu corpo oco
Vazio e cheio de nada.
Deixai-me apenas uma semente
de vida não aparente.
Matem meu corpo
mas deixai na memória
quem na nostalgia me carrega.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Bloqueado

E se tudo fosse nada?
Talvez nada fosse tudo,
porque se tudo fosse nada
então nada importava ao mundo.
Mas mesmo que tudo seja nada
nada será sempre quantitativo
porque se tivermos tudo
não nos sobra nada.
O que é viver?
Se com tudo fico sem nada?

terça-feira, 30 de abril de 2013

Take-Away

Uma mesa solitária
rodeada de vazio...
fria e árida
É servida a nostalgia
e nela vem incluída
um coração cheio de nada
acompanhada
de rarefeita vida.
Alimentando saudade
Empanturrado de mágoa.

sábado, 27 de abril de 2013

Marés Mortas

E m p u r r a s t e - m e  p a r a  o  m a r
E
u

C
a
i


Comecei-me a afogar
E eu sem ti...
Deixei                             de                             respirar




Tarde demais quando te senti.

Estas são
As marés mortas
De uma vida
Não sentida
Perdida em devaneio


Deixa-me na maré
Meu corpo já está morto
O mar levar-me-à com ele


Para um sitio

Onde seja intocável 
Um sitio
Onde não esteja visível
Um sitio
Onde não sinta amor
Onde tudo é gelo